Lugares antes utilizados para descanso, hoje são pontos de tráfico
Se no passado as praças também chamadas de 'pracinhas' pelas crianças e vovôs eram um espaço tranquilo, símbolo de tranquilidade em cidades pequenas, hoje a realidade é bem diferente. Longe do alcance de uma polícia efetiva e fora dos limites da lei, as praças de cidadelas como Claraval (MG) que contam com um pequeno contigente policial, a cada dia se afundam mais no tráfico e contam cada dia mais com usuários que fogem do perigo dos grandes centros urbanos.
Para Maria das Dores, 67, moradora de Claraval há mais de dez anos, é triste ver a cidade em que alguns de seus filhos nasceram indo por um caminho perigoso como o do tráfico de drogas. "A cada dia que passa, vejo mais gente estranha entrar na cidade. Deixo minha neta de 12 anos cada vez mais presa em casa", mostra ela que teme pela segurança de seus familiares e até mesmo por si própria. "Tenho medo do que pode acontecer com minha família".
Ainda, segundo a aposentada e outros moradores da rua, como Elvis Carlos, de 22 anos, a polícia parece estar apática com toda a situação da cidade. "Tudo o que eles fazem é andar pela cidade, batendo em portas de pessoas conhecidas pedindo lanches e café", relata o peão que se diz revoltado com a situação em que a cidade tem sido deixada. Segundo ele, usuários de drogas já roubararam o som de seu carro estacionado ao lado da Praça Central. "Apolícia não fez nada", revolta-se.
Para um dos soldados que são resposáveis pela segurança da cidade que preferiu não se identificar, a polícia age conforme a necessidade da cidade, e nega a negligência citada por moradores. "A polícia é eficaz e faz seu papel de acordo com a necessidade", afirma. Ainda sobre a grande quantidade de usuários de drogas e do tráfico que acontece na cidade o policial foi direto. "Em qual lugar desse mundo não tem gente usando e vendendo drogas?".
Durante a reportagem, que durou cerca de três horas na cidade, foram vistas cerca de cinco ocorrências de usuários. A polícia não foi vista em nenhuma delas.
Por William Veríssimo
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