domingo, 13 de novembro de 2011

Nova lei do divórcio deixa casais livres, leves e soltos em Franca

Casais devem namorar pelo menos dois anos e depois casar
por: Swaida Martins
A nova lei do Divórcio, veio ajudar casais a se “libertarem um do outro”, sem a necessidade de passar pela burocracia da separação judicial. Mesmo assim, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)  realizados no mês de dezembro de 2008, sob pesquisas Estatísticas do Registro Civil, no ano de 2007, ocorreu um aumento de 179.342 no número de divórcios pelo Brasil.
Em Franca, a nova lei instituída sob Emenda Constitucional nº 66/2010, contribui para o aumento de divórcios que atingiam 418 separações em 2009. De acordo com a lei publicada no dia 14 de julho de 2010, o divórcio pode ser feito no cartório de notas e é gratuito comprovada a condição precária do casal.
Para o escrevente Manoel dos Santos Martins Filho, que exerce sua profissão há 24 anos, e trabalha no 1º Cartório de Registro Civil de Franca (SP), o divórcio é conseqüência da falta de preparo para o casamento. “Acho que os casais devem namorar pelo menos dois anos e depois casar, devido a falta de maturidade emocional que sinto que os jovens apresentam”, disse.

Imagem mostra escrevente Manoel dos Santos Martins Filho
Ainda segundo ele, ocorreu um aumento do número de divórcios na cidade de Franca nos anos de 2007 e 2008, mas estabilizou-se em 2009 e mantém até os dias atuais. A faixa etária dos jovens que estão casando é de 25 a 30 anos no presente Cartório.
“Eles casam mais tarde, mas isso não significa uma melhora, porque as pessoas estão muito individualistas, cada um exige que somente a sua vontade prevaleça, e isso não é bom para o casamento, pois causa muitos atritos”, acrescenta.
A nova lei só vale para o divórcio consensual (amigável) e não para o litigioso, e beneficia apenas casais que não tem filhos menores de idade ou incapazes. Assim é só juntar a documentação necessária e encaminhar o pedido para um cartório que em poucos dias, acontece o divórcio.
“Para liberar os casais que não tinham um bom relacionamento e se sentiam amarrados, a nova lei foi útil, muitos ficaram livres para constituir um novo lar. Aqui tem pessoas que já casaram três vezes”, finalizou o escrevente.

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