Falta de atenção, ritmo acelerado e doenças são as principais causas de esquecimentos
Rogério Oliveira
O frenético ritmo em que as pessoas vivem acaba custando a elas um preço que muitas vezes pode ser irrisório, mas que em alguns casos pode sair caro. Estojos, guarda-chuvas e blusas de frio estão entre os itens mais esquecidos nas escolas. Mas não é só a correria do dia-a-dia que é responsável pelo esquecimento. Falta de atenção e Alzheimer também são responsáveis.
Os achados e perdidos estão sempre cheios, e nas escolas de Sacramento (MG) isso não é diferente. São blusas de frio, livros, guarda-chuvas, estojos, cadernos; todos os itens estão acomodados em duas grandes caixas na secretária da Escola. E. Coronel José Afonso de Almeida.
“É comum encontrar objetos quando limpamos as salas, geralmente são coisas que eles colocam debaixo da carteira e quando o sinal bate, eles saem correndo e acabam esquecendo”, explica Marlene Gonçalves, faxineira da escola.
A tensão no dia do exame de auto escola, contribuiu para que Álvaro Barros, esquecesse o comprovante de marcação de exame de direção do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), documento obrigatório para que se possa fazer a prova. O preço do descuido saiu caro para Álvaro, que terá de pagar novamente a taxa do exame, que está em média de R$ 150.
Mas o grande vilão da memória é o Alzheimer, doença que atinge cerca de 3% das pessoas com mais de 65 anos e até 50% ao ultrapassar os 85 anos de idade. Provoca a degeneração do sistema nervoso central e afeta á memória. ”Quando não conseguir lembrar um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva, anote sempre. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura”, completa Francisco Brait, professor aposentado e portador de Alzheimer.
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