Autor de diversas obras, DaMatta é um estudioso do Brasil, mostrando seus dilemas e suas contradições
Por Alline Casado
Nascido em Niterói, em 1936, podemos considerar que Roberto DaMatta, antes de tudo, é antropólogo. Sim, além de conferencista, professor, consultor, colunista de jornal, produtor de TV, entre outros, esse estudioso do Brasil trabalha seus textos com a antropologia em suas idéias, tendo como influencia o antropólogo David Maybury Lewis.
Ele é considerado um estudioso de dilemas e contradições do nosso país e nunca se afasta da sua origem. Percebe-se que mesmo quando ele trabalha com outros textos, faz sempre uma comparação com o Brasil. DaMatta sempre revela o Brasil com um país de muitas culturas, festas populares, manifestações religiosas, literatura e arte, carnaval, leis e regras – as polêmicas aos redores delas, esportes, enfim, mostra um Brasil complexo que não submete-se a um único esquema.
Roberto possui uma boa idéia do Brasil e a mostra em uma realidade antropológica, com a afirmação de que o país é totalmente diversificado, como seus rituais e conjunto de práticas consagradas. Um lugar realmente diferente de outros, que desperta a atenção e curiosidade dos demais.
Estamos falando de um autor que é o quarto entre os mais citados em trabalhos acadêmicos. DaMatta fica atrás apenas de Karl Marx, Max Weber e Pierre Bourdieu. Um professor-doutor pela Universidade de Notre Dame (EUA), doutor pelo Peaboy Museum da Universidade de Harvard (EUA) e articulista do jornal "O Estado de São Paulo". Em 2001 recebeu a Ordem do Mérito do Rio Branco no grau de Comendador.
Considerado um dos grandes nomes das Ciências Sociais Brasileiras. Não há melhor forma de baseamento de estudos que as obras de Roberto DaMatta. Elas são conhecidas por todo o mundo, além de centenas de artigos, ensaios em revistas científicas e coletâneas, verbetes em dicionários e enciclopédias. São ao todo 23 livros, 53 capítulos avulsos em livros, 52 textos em jornais de notícias e revistas e inúmeras produções bibliográficas.
DaMatta faz uma leitura do nosso mundo social a partir de um homem que se mantenha sempre misterioso, que nunca se curve a nenhuma ideologia ou a um modelo sociopsicológico. Um homem que é sempre mais o que tudo o que ele mesmo criou. Com esse pensamento ele passa essa confiança para muitos que o seguem.
DaMatta teve sua produção reconhecida pela comunidade acadêmica, recebendo mais de 30 prêmios e menções honrosas, além de ocupar – merecidamente – as cadeiras de Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, Membro Titular do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, e Membro Estrangeiro da American Academy of Arts and Sciences, dos Estados Unidos.
Um orgulho para um país, ter um filho com tais características e personalidade como Roberto DaMatta.
Com esse currículo todo, este autor se torna um exemplo da literatura brasileira. Infelizmente no Brasil não há o costume de homenagear, em particular no universo acadêmico, os melhores que ainda estão vivos. Será medo do que o autor pode publicar no futuro? Ou estão mudando os costumes? Já que até “Bruna Surfistinha” está ganhando uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
Um orgulho para um país, ter um filho com tais características e personalidade como Roberto DaMatta.
Com esse currículo todo, este autor se torna um exemplo da literatura brasileira. Infelizmente no Brasil não há o costume de homenagear, em particular no universo acadêmico, os melhores que ainda estão vivos. Será medo do que o autor pode publicar no futuro? Ou estão mudando os costumes? Já que até “Bruna Surfistinha” está ganhando uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
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